Sequestrada por 10 anos diz que abortou cinco vezes – Reflexão

Por em 10, maio 2013
sequestradas

Michelle Knight passou fome e foi espancada até abortar todas as vezes

Uma das três mulheres que foram mantidas reféns em Cleveland, Estados Unidos, disse que engravidou pelomenos cinco vezes nos dez anos em que foi mantida em cativeiro. Ela conta que passou fome e foi tão espancada, que acabou abortando todas as vezes, de acordo com informações da rede CNN, nesta quinta-feira, e com base em um informe policial a que teve acesso.

Michelle Knight disse aos policiais que toda vez em que Ariel Castro, o sequestrador, descobria que ela estava grávida, forçava-a a abortar o bebê. “Ele me fez passar fome por ao menos duas semanas e depois me golpeou no estômago até eu abortar”, contou Michelle.

A situação foi diferente com Amanda Berry, a sequestrada que pediu socorro e conseguiu ligar para a polícia, libertando as três mulheres na noite de segunda-feira, 6. Amanda não foi forçada a abortar, e Michelle foi incumbida por Castro para realizar o parto, que aconteceu em uma piscina de plástico para conter o líquido amniótico. Porém, logo depois, o bebê parou de respirar e os moradores da casa entraram em pânico e começaram a gritar. Castro ameaçou matar Michelle se o bebê não sobrevivesse, o que não aconteceu. O bebê cresceu e se tornou a criança saudável de seis anos que estava nos braços de Amanda quando ela conseguiu fugir.

Castro compareceu à justiça pela primeira vez na quinta-feira para responder a acusações de sequestro e estupro. Enquanto isso, cada vez mais detalhes sobre a tortura que ele impunha às vítimas começam a surgir na imprensa americana.

Cativeiro - Michelle, Amanda e Georgina DeJesus viveram dez anos em uma casa de dois andares e oito quartos em um bairro latino de Cleveland. Elas só saíram da casa duas vezes, e por pouco tempo. Segundo depoimentos das vítimas, Castro, em um primeiro momento, acorrentou-as no porão, mas depois deixou que elas vivessem no segundo andar, em quartos separados. Apesar disso, elas ocasionalmente se encontravam e dependiam uma das outras para sobreviver.

Segundo uma fonte policial consultada pela CNN, o sequestrador sempre testava as mulheres fingindo que havia deixado a casa. Então, ele voltava inesperadamente e, se alguma das reféns havia se movido, ele as “disciplinava”. Nessa época, elas assistiam às suas famílias pedindo ajuda para encontrá-las na televisão e se emocionavam. Depois, elas acabaram “sucumbindo à sua realidade”.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/sequestrada-por-10-anos-diz-que-engravidou-cinco-vezes

Entenda melhor o caso aqui: http://veja.abril.com.br/noticia/internacional/tres-americanas-desaparecidas-ha-uma-decada-sao-encontradas

Para refletir:

Prestes a entrarmos no Dia das Mães, leio notícias como essas e penso: “Este mundo ainda tem solução?”
Estive lendo a fundo a história acima, e fico pensando no sentimento dessas três meninas. Como estarão suas mentes? Quão afetados estão os seus pensamentos e sentimentos? Como estão as famílias delas? Dizem que coração de mãe sempre sabe das coisas. Imagino a esperança mantida no coração de cada mãe dessas garotas. Apesar de toda a confusão mental e emocional, as torturas mentais e físicas, espero que elas possam se reconstruir, mesmo com sua inocência e liberdade arrancadas. Espero que em Deus encontrem paz e forças para se levantarem.

A Bíblia compara o mundo (a criação) a uma mãe em uma difícil situação: “Sabemos que toda a criação geme até agora, como em dores de parto” (Romanos 8:22). De fato, ao ver notícias como essas, me questiono se pode ainda haver solução para um mundo como este.

A Palavra de Deus ainda diz: “E não só isso, mas nós mesmos, que temos os primeiros frutos do Espírito, gememos interiormente, esperando ansiosamente nossa adoção como filhos, a redenção do nosso corpo” (Romanos 8:22).  Hoje, espiritualmente vivemos como essas garotas, cativos das situações geradas pelo pecado. Presos na dor, sofrimento e encarcerados em nossos próprios medos. Quem sabe hoje não seja o dia de você refletir e entender que não está sozinho, perdido pelo mundo. Quem sabe hoje não seja o dia de entender que as prisões que te cercam, por vezes construídas pelas circunstâncias da vida, outrora erguidas por você mesmo, podem ser descontinuadas se você se entregar ao Senhor. Ele te acolhe como um Pai e te liberta. Se hoje falta uma mãe, se hoje falta um pai, alguém em quem confiar, ou um amigo te faltar, decida ser adotado pelo Senhor e liberte-se. O amor de Cristo é maior que o mundo e as prisões. Não há cativeiro que te afaste dos braços do Pai. Você não é órfão de Deus.

Sobre André Marujo

André Marujo é consultor em Mídias Sociais, Marketing Digital e Comunicação Integrada. É o responsável pela comunicação digital da Seven Editora, incluindo as revistas Mais Destaque e Desbravar.

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