Dinheiro, os segredos de quem tem

Por em 28, maio 2015
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Escrito por Antonio Tostes, diretor geral da Rede Novo Tempo de Comunicação

O que significa riqueza para você? Ter recursos suficientes para comprar o carro dos seus sonhos? Uma casa com vista para o mar? Viajar ao redor do mundo? Lamento dizer que quando conseguir isso, provavelmente sua frustração será muito grande. Você perceberá que a posse de bens materiais apenas alimenta a ansiedade de querer acumular cada vez mais.

A ganância humana não traz felicidade para ninguém. A prova disso está em jornais e revistas. Existem centenas de exemplos de pessoas endinheiradas que não são felizes. Suicídios, divórcios e tragédias são tão frequentes entre os ricos quanto entre os mais pobres. E é muito fácil encontrar a felicidade em uma comunidade simples, onde o convívio e as atividades sociais proporcionam um prazer que está perante os olhos de todos.

Felicidade completa, somente com a presença de Deus em nossa vida. Somente colocando-O em primeiro lugar em nossas prioridades conseguiremos organizar assuntos pessoais, financeiros e emocionais.

Uma pesquisa do Instituto Gallup, realizada com 450 mil americanos entre 2008 e 2009, constatou que o bem-estar emocional das pessoas, ou seja, a felicidade, é proporcional à sua renda, até o patamar de 75 mil dólares anuais (cerca de 175 mil reais, considerando o dólar a dois reais e 33 centavos) ou pouco mais de seis mil dólares mensais. A pesquisa afirma que a felicidade aumentava conforme a renda crescia, mas o efeito parava aos 75 mil dólares, isto é, uma vez atendidas as necessidades básicas da família, o aumento da renda não conseguia se traduzir em maior felicidade.

Seis mil dólares (cerca de 14 mil reais) é a renda compatível com a média americana, necessária para a compra da casa própria, carro, educação de qualidade para os filhos, mas sem muitos luxos. No Brasil, esse padrão de vida pode ser conquistado com ganhos bem menores, variando o local onde a família vive.

Uma pesquisa mais antiga, divulgada pelo IBOPE em 2002, traz uma estatística interessante: 41% das pessoas com renda mensal igual ou inferior a 379 reais declaravam-se felizes, enquanto apenas 25% das pessoas com renda superior a 4,5 mil reais afirmavam o mesmo. Em outras palavras, uma parcela maior das pessoas com menos renda se autodenominava feliz em comparação à população de maior renda no Brasil. Um detalhe que se conclui dessa pesquisa: como a maioria da população brasileira está na faixa inferior de renda, não se pode negar que o povo brasileiro é feliz.

Por que não enriqueço?

 Ganhar bem é diferente de ser rico. Sua riqueza não depende do salário, mas de quanto você gasta ou do que faz com o que ganha. Muitas pessoas não enriquecem porque não fazem planos ou os fazem, mas não os executam. Outro motivo são os erros que cometem. Mas não pense que para enriquecer você terá de eliminar completamente os erros da sua vida. Entre os fatores que fazem com que as pessoas não enriqueçam, existem quatro grandes erros comuns. Veja:

1. Desprezar pequenos valores: o pequeno gasto nem sempre é um problema, mas torna-se um quando é ignorado. Sai de nossas contas e ainda pensamos que há verba disponível para assumir outros gastos. Quem pensa assim acaba acumulando dívidas sem saber o motivo.

2. Não se esforçar por uma boa negociação: os vendedores profissionais são treinados para vencer. Portanto, aprenda a comprar agindo como um vendedor. Você não venderá um produto, venderá a ideia de que seu dinheiro vale muito. E vale mesmo.

3. Não ter percepção financeira: pensar como um banqueiro significa ter percepção financeira. O bom empreendedor é aquele que usa o recurso financeiro dos outros porque sabe dar a esse dinheiro um fim que lhe renda mais do que o valor a pagar de juros.

4. Não saber aonde quer chegar: quais são os seus objetivos? Quanto de sua renda você planeja poupar ou investir? Em quanto tempo se aposentará? Não importa quando você se esforçará para alcançar objetivos, mas os meios de atingi-los precisam estar claramente definidos.

Esses erros são muito frequentes. Talvez você tenha se identificado com alguns deles, por isso, é hora de mudar sua postura. Lembre-se de que se você acha que será feliz somente quando tiver muito dinheiro, volto a dizer: é pura ilusão. A felicidade se constrói no dia a dia, a cada momento. Dinheiro não é um objetivo, não é a felicidade. Ele é como um cupom que lhe proporciona meios de aproveitar o que você ama ou aprecia muito. Agindo de forma objetiva e centrada, você será uma pessoa rica em todos os sentidos da palavra. O mínimo que conseguirá será independência financeira e tranquilidade até o fim da vida. E talvez essa tranquilidade faça sua vida durar mais.

Sobre Vanessa Moraes

Vanessa Moraes é jornalista da Seven Editora, empresa que publica as revistas Mais Destaque e Desbravar. Formada pelo Unasp campus Engenheiro Coelho, trabalhou na instituição como assessora de comunicação e também tem formação técnica em rádio e TV. Devoradora de livros, é apaixonada pelo seu trabalho e pretende mostrar Deus às pessoas através dele. Gosta de cantar e não perde a oportunidade de tomar aquele suquinho de laranja natural.

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